segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O fim que pode voltar.

É com grande pesar que, em mais uma vez na história, o clima de revolução para melhorias na educação, falece.
Tentamos, com um ato que reuniu mais de 500 pessoas, em pleno centro comercial de São Paulo, chamar a atenção das autoridades responsáveis pelo sistema descabido e precário de educação no País.
Um sistema em que os que pagam podem tudo, e os que dependem do Estado para se formar como cidadãos, que é a primeira tarefa dentro de uma escola, não é destinada a atenção total para esse cunho, preferindo troca-lo por peões de apertar parafusos em fábricas alheias.
No entanto, com o início de época dos vestibulares, os estudantes e indignados, pararam. Fincaram sua atenção somente no seu próprio umbigo, a estudar para passar na Universidade cobiçada.
Com a inércia do movimento, que não teve mais nenhuma reação com os escândalos do Sisu, e se teve, foi a comprovação de que só se importam com as coisas quando são afetados diretamente, eis que anúncio o fim da atividade política, social e de revolta deste blog.
A ambição era grande, tentamos, mas sempre há aqueles que não veem o horizonte.

Não é um adeus, mas um até logo.
O movimento poderá voltar, podemos surgir das cinzas e tentar, mais uma vez na história, lutar pelos direitos dos estudantes e da sociedade. Esperemos que em breve, tomemos atitudes grandiosas que, de fato, traga educação de base exemplar para TODOS aqueles que dela precisa.

Agradeço a companhia de atos e demais causas do Caio, Larissa, Kenji, Luana entre outros, que tentaram manter a comunidade de pé, mas em vão.

Obrigado a todos.

Atenciosamente,

Alan.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

15 universidades perdem autonomia por avaliação ruim do MEC.

As instituições de ensino estão proibidas de expandir vagas ou abrir novos cursos depois de obterem resultados ruins nas avaliações por três anos seguidos


As universidades precisam de autorização do MEC para expandir vagas ou abrir novos cursos

Brasília – Quinze instituições de ensino superior vão perder sua autonomia administrativa em função de consecutivos resultados insatisfatórios nas avaliações do Ministério da Educação (MEC). São quatro universidades e 11 centros universitários, que agora não podem mais expandir vagas ou abrir novos cursos sem autorização do MEC.

De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, a medida cautelar passa a valer imediatamente. Essas instituições receberam por três anos seguidos um conceito inferior a 3 no Índice Geral de Cursos (IGC). O indicador avalia uma faculdade, um centro universitário ou uma universidade a partir da qualidade de seus cursos de graduação e pós-graduação, em uma escala de 1 a 5. Os resultados 1 e 2 são considerados insatisfatórios; 3, razoável; e 4 e 5, bons.
De acordo com o MEC, a medida terá validade até que a instituição apresente resultado satisfatório – superior ou igual a 3 – nas próximas edições do IGC. Pela legislação, universidades e centros universitários têm mais autonomia do que as faculdades. Essas 15 IES serão visitadas por comissões de supervisão do MEC e podem ser rebaixadas de nível ou mesmo descredenciadas dependendo das condições de ensino verificadas. Outra opção é a assinatura de termos de compromisso com medidas de saneamento a serem cumpridas para sanar as deficiências encontradas.
Veja quais foram as universidades e centros universitários que perderam a autonomia:
Universidade do Grande ABC (UniABC) - SP
Universidade Ibirapuera (UNIb) - SP
Universidade Iguaçu (UNIG) - RJ
Universidade Santa Úrsula (USU) – RJ
Centro Universitário Cândido Rondon (Unirondon) – MT
Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) – RJ
Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Unidesc) -GO
Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa) – AM
Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) – MT
Centro Universitário Paulista do Norte (Unorp) – SP
Centro Universitário Euro-Americano (Unieuro) – DF
Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos (MSB) – RJ
Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (Uniplan) – DF
Centro Universitário Sant'Anna (Unisant'anna) – SP
Centro Universitário Luterano de Manaus (Ceulm/Ulbra) – AM

Mais de 90% das universidades avaliadas como ruins pelo MEC são particulares.

Entre as 699 instituições de ensino superior que obtiveram resultado ruim no IGC (índice educacional que mede a qualidade das universidades brasileiras), 93% são privadas. Os dados valem para o ano de 2009 e foram divulgados nesta quinta-feira (13) pelo MEC (Ministério da Educação).
O IGC mede a qualidade de uma faculdade, centro universitário ou universidade, a partir da qualidade de seus cursos de graduação e pós-graduação, em uma escala de um a cinco. Os resultados um e dois são considerados insatisfatórios. Três é razoável, e as universidades que recebem quatro e cinco são consideradas boas.
Entre as 12 instituições com IGC 1 – que serão visitadas por comissões de avaliadores do MEC, assim que começar o semestre letivo – duas são públicas: a Escola de Música e Belas Artes do Paraná e a Faculdade de Formação de Professores de Serra Talhada.
No grupo das instituições de ensino superior com IGC 2, 644 são particulares e 43 públicas – sendo uma delas federal (Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Pará- IFPA).
Mais de 2.000 instituições de ensino superior foram avaliadas em 2009 pelo MEC. A maior parte (52,7%) delas obteve conceito três, considerado razoável.
Apenas 25 universidades podem ser consideradas de excelência, com IGC 5 – 1,39%

Enquanto isso, o cidadão trabalhar se mata para pagar a faculdade. É lamentável que o ensino de base do Brasil seja tão precário, dando más aulas no ensino fundamental e médio péssimos, supostamente de graça, e fazendo com que o pobre trabalhador, que soa o dia inteiro para conseguir sustentar a família, ainda pague mensalidades absurdas em Universidades que só estão de olho em seu dinheiro. do total. As instituições de ensino superior com IGC 4, também considerado satisfatório, representam apenas 6,92%. As 12 faculdades com nota um representam 0,67% do total avaliado e as com nota dois, 38,32%.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Menos dinheiro para a educação em 2011.

Valor investido pelo governo fica abaixo do custo mínimo de qualidade em 22 Estados 


Em 22 Estados, o custo por aluno da rede pública previsto para 2011 fica abaixo do mínimo estipulado para se ter educação com qualidade, definido pelo CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial) com base no PIB (Produto Interno Bruto) de 2008. De 2010 para 2011, houve um aumento de R$ 300 no valor da anuidade.

O valor estimado pelo CAQi para os primeiros anos do ensino fundamental é de R$ 2.194,56. Nove Estados trabalharão com R$ 1.722,05: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. E chegarão a esse valor com complementação de verbas feita pela União. Apenas cinco unidades federativas superam o valor do CAQi para os anos iniciais. São elas: Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Roraima e São Paulo.

O valor mínimo do estudante da escola pública será R$ 1.722,05, segundo a portaria interministerial 1.459 de 30 de dezembro de 2010. A cifra é base para a distribuição de recursos pelo MEC (Ministério da Educação), por meio do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).
Falta dinheiro?
Ao consideramos os anos finais do ensino fundamental, 13 Estados aplicam menos que o CAQi. O valor mais baixo por aluno para 2011 é de R$ 1.894,25, quando o recomendado é R$ 2.148,84. Já no ensino médio, 12 Estados destinam valores menores que o estipulado pelo índice -- R$ 2.066,46 de orçamento contra os R$ 2.209,80 recomendados.

Segundo Mozart Neves Ramos, conselheiro do CNE (Conselho Nacional da Educação), seria necessário garantir o investimento mínimo proposto pelo CAQi. Ramos foi o relator do parecer encaminhado ao MEC para a adoção do índice.

Na avaliação de Ramos, o investimento por parte do governo federal precisa ser maior. Seria necessário o aporte de R$ 30 bilhões - contra os atuais R$ 8,7 bilhões - para aplicar o CAQi no país, na estimativa do professor universitário. "Dos R$ 94,5 bilhões que o MEC propõe para 2011, R$ 8,7 bilhões são da União e R$ 7,8 bilhões vão para a complementação dos Estados [para que eles cheguem ao mínimo]. O que sobra é muito pouco para dividir entre as 27 unidades federativas", diz.

O CAQi, um índice elaborado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, inverte a lógica do investimento público por aluno. Atualmente o cálculo sobre o valor mínimo é feito com base na arrecadação tributária, dividindo o total de impostos destinados à área pela quantidade de alunos. Com o CAQi, o valor mínimo é estipulado e é preciso fazer cumprir esse investimento.

Municípios preocupados
Para o secretário municipal de Educação de Castro (PR), Carlos Eduardo Sanches, é preciso ter "dinheiro novo" no setor. O gestor, que também preside a entidade que representa os secretários municipais de educação (Undime), afirma que o aumento é significativo.

"Houve aumento de arrecadação de 13,5% e diminuição de 6,4% nas matrículas, o que levou o valor a subir 21%", explica Sanches. No entanto, ele se diz preocupado com o impacto desse aumento em outro quesito básico da gestão da área: o salário dos professores.

Dependendo do desfecho de um PL (projeto de lei) que tramita na Câmara dos Deputados, o piso nacional para o professor pode ter como índice essa variação do valor investido por aluno. O PL 3776/08 propõe que os vencimentos dos docentes sejam reajustados pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).



Enquanto isso, deputado ganha aumento de 62%, os juros sobe, a inflação também, e nada de educação. 
2011 promete ser um ano ainda pior no quesito 'educação' do que em 2010.